sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

NOVA GESTÃO, VELHOS DESAFIOS


A partir de 1º de janeiro de 2021, a prefeita eleita enfrentará desafios bem maiores na administração de quase 53.000 habitantes.

A partir de 1º de janeiro, não haverá mais auxílio emergencial, que injetou quase R$ 300 bilhões na economia nos últimos nove meses. O aumento da fome será mais uma grave sequela da crise sanitária. Recuperar a queda na arrecadação exigirá muita criatividade da Nova Gestão.
A equação menos emprego e mais fome tem como resultado maior pressão sobre a rede pública de saúde. Antes mesmo da pandemia, a rede pública tinha enorme demanda reprimida, que deverá ser ampliada por aqueles que tiveram danos permanentes causados pelo vírus e pelos que perderam capacidade de manter os planos de saúde, que se somam aos que têm outras doenças e exigem assistência médico-hospitalar contínua.
No campo da saúde, ainda caberá a Prefeita  vencer obstáculos e cumprir a Lei nº14.026/2020, que prevê a universalização dos serviços de saneamento básico até 2033. Hoje, só 53% da população têm acesso ao serviço. A administração municipal terá que se adaptar às exigências da lei, como participar de consórcios com outras cidades, aderir a uma agência reguladora e definir mecanismo de cobrança. Não será fácil, considerando o aprofundamento da pobreza, provocado pela pandemia.
Diante de tantas necessidades, a Nova Gestão deverá colocar em segundo plano os projetos pessoais, priorizar a reconstrução da cidade e dar à população condições mais dignas e humanitárias de vida. É o mínimo que os eleitores esperam a partir de 2021.


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